quinta-feira, 28 de junho de 2012

Hoje é meu aniversário: Eu juro felicidade a mim.

Os anos passam,  as ilusões também
atingimos metas , realizamos sonhos
Ganhamos experiência , conquistamos amizades,
Vivemos paixões, rimos, choramos e nos decepcionamos.
Hoje é o meu aniversário, novas janelas se abrirão, eu creio!
E proponho-me o desafio de voltar acreditar no amor,  
De ser mais amor, acreditar em mim, de ser mais otimista.
Vou gritar pra mim que preciso me cuidar mais, de repente
mudar o visual e encontrar a vaidade perdida em algum escombro da vida.
Preciso me encontrar novamente.
Conversar mais com Deus  e agradecer por cada dia da minha vida.
Pela vida e saúde da minha família e amigos.
E pedir mais fé, mais amor e mais paciência.
É isso que eu preciso.
"Eu juro felicidade a mim"

Trecho da música: Vanessa da Mata - Meu Aniversário

Eu juro felicidade a mim
Na saúde, na saúde, juventude, na velhice
Vou pelos caminhos brandos
A minha proposta é boa, eu sei
De hoje em diante tudo se descomplicará
Com um nariz de palhaço
Rirei de tudo que me fazia chorar
Cercada de bons amigos me protegerei
Numa mão bombons e sonhos
Na outra abraços e parabéns.




Cartão da Amiga Chica! Adorei  a arte e o carinho amiga!

Carinho da Aline do Tribarte, uma mensagem confortante e adorável.
Obrigada amiga:



sexta-feira, 22 de junho de 2012

Parabéns, meu João!


João Felipe, presente de Deus!
Transformou em amor a minha vida
Por você quero ser melhor a cada dia!
Quando te vi pela primeira vez,
Senti a maior felicidade do mundo.
Por horas olhava você dormir,
e assim cada traço do teu rostinho
ficava gravado no meu coração.
Com você conheci a força do amor,
aprendi que um filho transforma.
Parabéns à você pelos seus oito aninhos,
vamos comemorar muito, brindar a sua vida!
E agradecer a Deus por você ser meu filho,
Por Ele ter te colocado  na minha vida.
Te amo muito! Parabéns!

sábado, 9 de junho de 2012

A Paulista e seu Cantor - Final



Dançaram muito, até que ele a convidou:
_Desce no rio comigo?
Já era tarde, ela conhecia os perigos do cerrado e das beiras de rios no Pantanal, mas com ele não sentia medo. Esquecera das pegadas de onça que fotografara ainda outro dia, das piranhas e dos jacarés. Não perderia aquela oportunidade. Saíram caminhando de mãos dadas dali, as vozes e as músicas ficavam cada vez mais distantes, agora apenas um silêncio cortava o cerrado e a lua linda dava um romantismo a fuga insana dos dois amantes. Os olhos dos bichos estavam iluminados também pela lua pantaneira. Chegaram a uma praia, a mesma que ela ficara admirando seu cantor pela manhã, entraram num pequeno barco e seguiram a uma outra praia do rio Negro. Desceram e ficaram se olhando por alguns instantes, depois seus corpos dominaram o assunto, ele afastou seus cabelos dos olhos, desamarrou carinhosamente seu vestido e tirou de seu corpo as mais belas notas musicais. Quando enfim seus corpos se uniram era a mais bela harmonia, tudo perfeito, se completando totalmente. Um encaixe perfeito, um ritmo único. Rio e lua, cantor e fã, agora eram apenas o um homem e uma mulher se consumindo em chamas. Nem em seus sonhos mais loucos imaginou a perfeição daquele momento, o céu parecia encher de cores na madrugada e o êxtase dos amantes despertou os pássaros de seus ninhais e o barulho das asas revoando no céu se misturavam com os gemidos dos amantes. Era o céu mais lindo que ela já havia visto, o rio estava todo iluminado pelos olhos dos jacarés, que as vezes rebatiam a cauda, como quem aplaude o amor. Ficaram ali abraçados, e no peito de seu cantor a Paulista assistiu o mais lindo amanhecer do Pantanal. Ao amanhecer se banharam nas águas do rio e repetiram a mesma música da noite anterior, agora com sabor de despedida. Algumas horas mais tarde no hotel, era a hora da partida, ele a levou em seu avião. Ele pilotava concentradíssimo e ela ia ao lado admirando seu  piloto-cantor. Em um momento ele puxou a luva de couro e colocou sua mão sob a mão da Paulista, segurou forte e disse: 
_ Amei essa viagem, minha Paulista! 
_ Eu também, hoje fui a mulher mais feliz do mundo!
Ele puxou sua cabeça contra o peito e beijou seus cabelos. Não se falaram mais.
 Ao chegarem no aeroporto de Campo Grande as fãs tomaram conta do seu cantor, cada um tomou seu destino. 
Ela ainda foi em outro shows dele, ele sempre a chama de "Minha Paulista". 
Hoje, passado alguns anos, quando a Paulista olha o rio seu coração dispara, seu corpo estremece, mas sem melancolia, tem apenas saudades do momento. Sabe que viveu um momento único e mágico.Momentos que se vivem uma vez. Foi um sonho bonito.Ficou só como lembranças, lembranças de um grande amor que sumiu na curva do rio, ninguém nunca  viu e nunca mais voltou. Foi para o oceano e lá se evaporou.
 As fotos que a amiga tirou do casal dançando ela guarda até hoje. Mostra para seus amigos mais próximos, é o seu segredo. Vai mostrar para os netinhos um dia: 
_ Vovó era danada, deu uns pegas nesse cantor!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A Paulista e seu cantor - Parte l


Ela o conheceu no palco, em uma festa de rodeio. Nesse dia ele era o cantor. Ela não era fã, mas a música era boa e ficou por ali com uma família da amigos. Quando a menina, filha do casal que a acompanhava começou a escalar o palco de madeira que deveria ter uns dois metros. Ela, a mais jovem do grupo se prontificou em ir atrás da moleca que já estava alcançando o palco. Ela foi atrás e estava com o coração na boca, o cantor certamente daria um sinal aos seguranças e a mandaria tirá-las de lá. Seria um mico! Mas, no entanto, de repente viu uma mão estendida, era o cantor: _ Fica aqui Paulista, se ajeita por aí com a guria! A casa é nossa! 
As duas se acomodaram discretamente no palco e naquele momento o cantor passou ser seu ídolo. Nunca ouvira voz tão linda e o dedilhar daquela viola provocava incríveis sensações em seu corpo. Terminando o show, tirou foto com seu novo ídolo, pediu autógrafo e conversaram um pouco sobre as artes da menina de 5 anos que ela nem lembrava mais que estava a segurando pela mão. Ficou fissurada pelo olhar do cantor.
Já estava saindo da adolescência para ter um amor platônico por um artista inacessível, era um absurdo o que estava sentindo! Mesmo assim sonhava como uma menina imatura. Agora era a fã número 1 do cantor: Acompanhava agenda, comprava CD, camisetas, canecas e colava posteres no quarto todo. Entrou num curso de dança e em seus sonhos mais loucos se imaginava dançando com aquele seu cantor. As amigas achavam engraçado e até debochavam de sua fissura.
O destino, porém, lhe reservara uma surpresa. Numa viagem ao Pantanal, em um hotel fazenda, ela por acaso encontrou novamente seu cantor. Havia saído para fotografar e de longe o avistou sentado num barco. Esqueceu os perigos e até a beleza do lugar e a distância, como que hipnotizada só via a silhueta de seu cantor. Ficou muito tempo ali apenas olhando, parecia ouvir apenas seu coração, batendo desigual. Horas depois ele chegou à margem e a cumprimentou com naturalidade: 
_ E aí, Paulista?! Veio conhecer o Pantanal? 
Sua face ruborizou, seu corpo estremeceu e encheu-se de vaidade: Meu Deus, ele ainda lembrava dela desde o   show. Ele a chamou de Paulista novamente! Conversaram um pouco e foram caminhando até o hotel. Ela estava no céu. Era a viagem de sua vida!
Almoçaram juntos no hotel e depois se despediram, cada um para o seu quarto descansar da caminhada longa.
Nessa noite teria uma seresta de violeiros da região nesse hotel, seu cantor com certeza estaria lá. Se arrumou toda, fez uma maquiagem discreta, colocou um vestido que deixava bem feminina e foi para o local indicado. Entre modas de viola e poesias românticas sentiu se abraçada pelas costas, mal pode reagir quando ouviu a voz rouca de seu cantor: 
_Dança comigo essa noite toda, Paulista?
As colegas do curso de dança não acreditariam, isso se ela não tivesse antes pedido para uma amiga tirar todas as fotos possíveis. Dançaram, conversaram, beberam vinho,dançaram, conversaram, beberam vinho
 e ... ( Continua no próximo post)